Segurança, rentabilidade e liquidez: entenda o tripé dos investimentos!

11/02/2021

A decisão sobre como alocar os seus recursos deve se basear em uma análise de perfil, de objetivos e das características dos investimentos. Nesse sentido, vale a pena dar atenção à rentabilidade, à segurança e à liquidez.

Elas formam o chamado tripé dos investimentos, o qual pode ser de grande ajuda para orientar as suas escolhas de aporte e de balanceamento. Para tanto, o ideal é conhecer como ele funciona e como adotá-lo para montar uma carteira alinhada.

Quer saber como aproveitar os conceitos e fazer escolhas eficientes? Conheça as características e veja como compor a sua carteira com o auxílio delas!

O que é o tripé de investimentos?

O tripé dos investimentos representa a relação existente entre três fatores fundamentais dos investimentos: rentabilidade, segurança e liquidez. É com base em tais aspectos que o investidor deve tomar suas decisões.

Assim, pode atender a suas expectativas e objetivos, além de respeitar a sua tolerância ao risco. Embora muitas pessoas acreditem que a rentabilidade é o mais importante ao investir, deixar de lado a análise da segurança e da liquidez pode gerar frustrações e até prejuízos.

Por isso, o uso do tripé é fundamental. Um dos aspectos importantes é saber que existiu um investimento com as três características só quando a Selic esteve acima dos dois dígitos. Ou seja, hoje não há uma alternativa muito segura, com alta liquidez e ótima rentabilidade.

Nas suas escolhas, os investidores maximizam um ou, no máximo, dois dos elementos, em detrimento dos outros. Por exemplo, investimentos seguros e com alta liquidez costumam ser menos rentáveis. Enquanto isso, as chances de maior lucro estão nos mais arriscados.

O que é rentabilidade?

Depois de conhecer o conceito do tripé de forma ampla é preciso entender cada um dos seus elementos. Começando pela rentabilidade, ela corresponde ao retorno que pode ser obtido a partir de um investimento.

Quanto maior for a rentabilidade, maior será o ganho de capital. Então, a construção de patrimônio é favorecida. No entanto, é necessário observar que grandes ganhos, normalmente, estão associados a riscos maiores.

Além disso, vale a pena considerar que há dois tipos de rentabilidade. O retorno bruto soma todos os ganhos obtidos com determinado investimento. Já a rentabilidade líquida ou real considera os descontos da inflação e, em alguns casos, dos tributos incidentes.

O que é liquidez?

Depois da rentabilidade, é o momento de entender o que é a liquidez. Basicamente, ela representa a velocidade com a qual é possível converter um investimento em dinheiro e na ausência de taxas por sacar o dinheiro antes do prazo. Esse elemento também está ligado à segurança.

Quando um investimento é muito líquido, você pode obter o dinheiro alocado quando desejar. Então, há menos riscos. No entanto, isso também afeta negativamente o retorno. De outro lado, há investimentos que não permitem o resgate antecipado. Sendo assim, eles têm liquidez baixa.

A liquidez normalmente se relaciona com a demanda que existe no mercado para negociar determinado ativo, além da burocracia envolvida. Um título privado ou uma Ação costumam ter mais liquidez que um imóvel físico, por exemplo.

O que é segurança?

Por fim, a segurança de um investimento está atrelada ao risco que ela oferece. Logo de início, é preciso compreender que não existe investimento completamente isento de riscos. Porém, algumas alternativas se mostram mais seguras que outras.

renda fixa é conhecida por sua segurança. Nela, é possível conhecer o comportamento de remuneração, então há maior previsibilidade no investimento. Por outro lado, na renda variável isso não acontece — portanto, ela apresenta mais riscos.

Existem tipos diversos de riscos. Alguns deles são o de mercado, o de crédito e o de liquidez – lembrando que liquidez representa a velocidade com a qual é possível converter um investimento em dinheiro e na ausência de taxas por sacar o dinheiro antes do prazo. O primeiro representa a possibilidade de condições de preços do mercado trazerem perdas. No segundo, é a possibilidade de o emissor de um título não honrar o pagamento.

É importante considerar a volatilidade – que também está atrelado ao risco de mercado. Ela se relaciona com a oscilação de preços em determinado período. Quanto maior for a volatilidade, maiores são os riscos associados. É o que acontece na renda variável, mas a volatilidade também traz potencial de ampliar os ganhos.

Como é a relação entre os três elementos?

Agora que conhece os elementos do tripé de investimentos, é preciso entender como é a relação entre eles. É exatamente a interação que caracteriza as alternativas do mercado. Também é por meio dela que você saberá o que pode funcionar melhor para o seu perfil.

Um investimento que una rentabilidade e liquidez, por exemplo, costuma ser menos seguro. Afinal, você pode convertê-lo em dinheiro com mais facilidade e tem a chance de ganhar mais. Em troca, é necessário correr mais riscos.

Já investimentos com alta liquidez e maior segurança costumam ter uma rentabilidade menor. Isso ocorre porque você está disposto a correr menos riscos. Considerando que os ganhos estão atrelados a essa tolerância, o menor rendimento faz sentido.

Enquanto isso, um investimento com boa rentabilidade e relativa segurança costuma oferecer menos liquidez. Então, você deverá estar disposto a deixar o dinheiro imobilizado por um período estendido.

Por que e como avaliar o tripé para compor a carteira?

Na hora de considerar o tripé de investimentos é preciso, primeiramente, entender qual é o seu perfil de investidor. Afinal, ele determina qual é a sua tolerância ao risco e também dá indicações sobre os seus objetivos.

Um investidor conservador, por exemplo, prioriza a segurança, mesmo que a decisão reduza a rentabilidade. Nesse caso, pode ser mais interessante ter uma carteira com menos riscos e com mais liquidez.

Já para o investidor moderado, pode ser oportuno ter mais rentabilidade e segurança em troca da liquidez. Dependendo dos objetivos, também pode ser adequado abrir mão de um pouco de segurança, para ter alternativas mais rentáveis ou com maior potencial de lucro, por exemplo.

Por sua vez, um investidor arrojado tem alta tolerância ao risco e pode preferir uma carteira menos líquida e rentável, apesar de não ser tão segura. Alternativas voláteis da renda variável, por exemplo, costumam atender a tais critérios.

Também é necessário considerar os seus objetivos. Se a intenção for manter a sua reserva de emergência, é adequado recorrer a alternativas líquidas e seguras. Isso é válido mesmo para quem é mais tolerante ao risco. Afinal, a prioridade é ter o dinheiro em segurança, e não rentabilizá-lo.

Como vimos, o tripé de investimentos envolve rentabilidade, liquidez e segurança. Conhecendo a relação entre os três fatores e o seu perfil de investidor é possível tomar decisões estratégicas e equilibrar suas decisões de acordo com o que procura no mercado!

Fonte: Anbima

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