Riscos de investimento: entenda quais são e como se proteger

13/08/2020

Como tudo nessa vida implica riscos, nos investimentos não seria diferente, certo? Apesar disso, existem formas de lidar com eles de acordo com as estratégias traçadas pelo investidor e por especialistas.

Talvez você nem tenha percebido, mas atitudes simples também podem representar situações negativas. Deixar seu dinheiro na conta-corrente, por exemplo, é um comportamento arriscado, uma vez que você pode gastá-lo sem nem perceber.

Além disso, seu capital perde valor para a inflação, diminuindo o seu poder de compra. Em outras palavras, caso precise comprar produtos e serviços, você precisará desembolsar uma quantia maior para essa finalidade.

Então, o que fazer para alcançar o equilíbrio? A resposta está na educação financeira! Aqui, o foco é entender quais riscos estão implicados nos investimentos e, a partir disso, você pode traçar estratégias para reduzi-los e tomar uma decisão mais consciente sobre as aplicações pelas quais optar! Continue a leitura e entenda o que fazer!

Os riscos de investir

Ao realizar uma aplicação financeira, você sempre corre algum tipo de risco. Apesar de serem classificados de diferentes maneiras — como veremos em seguida —, eles representam a mesma ideia: o nível de incerteza referente à remuneração do capital.

Na prática, esse receio pode se concretizar com um retorno abaixo do esperado ou nenhum retorno — às vezes, incluindo o do capital inicial. Aqui, a recomendação é não se desesperar. A postura ideal é a de encarar o risco como uma variável importante na hora de escolher o investimento.

Outros dois fatores relevantes são a rentabilidade e a liquidez. O primeiro está sempre associado ao risco — quanto maior o potencial de remuneração, mais os riscos aumentam. Por isso, é importante considerar seu perfil de investidor e analisar o quanto você conhece o mundo dos investimentos, a fim de que não aposte em algo sem entender quais serão suas oportunidades. A divisão de perfis é feita da seguinte forma:

  • conservador: tem menos tolerância a riscos e prefere ter um retorno menor para garantir maior rendimento;
  • moderado: procura o equilíbrio entre risco e rentabilidade. O objetivo é potencializar os investimentos;
  • arrojado: prefere ter uma remuneração mais elevada, ainda que isso implique ter mais riscos.

Por sua vez, a liquidez se refere ao prazo de retorno do investimento. Se for diária, significa que você pode sacar o valor quando quiser. Caso seja somente no vencimento, é importante deixar a quantia empregada até o final.

Todos esses fatores precisam ser considerados na hora de investir e podem influenciar a sua decisão. O resultado é uma escolha mais consciente e uma capacidade maior de diminuir os riscos dos investimentos.

Os principais riscos do investimento

A renda fixa tem investimentos mais seguros, enquanto a variável implica maior potencial de lucro. As características de cada uma dessas modalidades é diferente — e é possível que você saiba disso. No entanto, pode ficar em dúvida de por que acontece. O motivo são as três principais categorias de riscos, que vamos apresentar a seguir.

Risco de crédito

Está relacionado à possibilidade de não haver o pagamento por parte do emissor do título. Por exemplo, uma empresa emitiu um título de crédito, mas na hora de pagar o valor, descumpriu o trato com os investidores. Para amenizar essa ameaça, é preciso se informar sobre a instituição e verificar sua avaliação, ou seja, seu rating perante empresas especializadas, como a Moody’s e a Standard & Poor’s.

Risco de mercado

Refere-se à possibilidade de perder dinheiro devido a variações do mercado financeiro. As oscilações podem ocorrer por conta de mudanças repentinas nas taxas de juros e no câmbio. Por isso, é um risco que impacta mais os investimentos da renda variável. A melhor forma de reduzi-lo é diversificar suas aplicações. Ao optar por diferentes categorias, você preserva seu capital, porque, ainda que um lado não esteja muito favorável, é possível aproveitar do outro.

Risco de liquidez

É o perigo de não conseguir obter o dinheiro de que precisa no momento necessário. Alguns investimentos — como poupança e Tesouro Direto — permitem fazer saques no mesmo dia (D+0) ou no seguinte (D+1). Outros exigem a espera até o vencimento. Além disso, existem opções em que o saque antecipado implica gastos. Para se precaver contra essas situações, forme uma carteira sólida de aplicações financeiras e tenha uma reserva financeira.

O prazo de carência

Além de todos os aspectos apresentados, existem os riscos de investimentos atrelados ao prazo de carência. Isso acontece porque é preciso cumprir um período preestabelecido até resgatar a quantia. Por exemplo: a liquidez diária após três meses de aplicação.

Devido às suas características, muita gente confunde liquidez com prazo de carência. Porém, o primeiro termo diz respeito à capacidade de transformar o título em dinheiro, enquanto o segundo consiste no período em que o recurso não pode ser mexido.

Por que a carência tem a ver com o risco? A primeira se refere ao período em que você deixa de receber retorno sobre o capital investido. Identificar esse aspecto evita que você precise sacar o valor antes do tempo e fique sem dinheiro para necessidades e desejos de curto prazo, como um pagamento de contas ou a realização de uma viagem inesperada.

Para não precisar descumprir com a carência, a dica é investir sua reserva financeira em aplicações com liquidez diária e sem essa exigência, como alguns Certificados de Depósito Bancários (CDBs), Tesouro Direto e poupança.

O FGC e sua cobertura para os investimentos

Outra maneira de avaliar os riscos dos investimentos é verificar se eles contam com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Esse recurso foi criado em 1995 devido à preocupação com a estabilidade do sistema financeiro. Desde então, quem aplica dinheiro em certas modalidades está preservado contra possíveis problemas com o acordo.

Nem todos os investimentos estão incluídos no FGC. Mas os que estão protegem até R$250 mil por CPF e instituição financeira, até o limite de R$1 milhão por quatro anos. Confira quais aplicações financeiras estão no escopo do Fundo Garantidor de Crédito:

  • CDB;
  • Letra de Crédito Imobiliário (LCI);
  • Letra de Crédito do Agronegócio (LCA);
  • Letras Hipotecárias (LHs);
  • Letras de Câmbio (LCs);
  • Letras Imobiliárias;
  • Recibos de Depósito Bancários (RDBs);
  • poupança.

Caso você tenha algum dinheiro aplicado nessas categorias e a instituição financeira descumpra com o acordo, é possível acionar o FGC. Esse processo ocorre de maneira automática quando um banco declara falência ou é liquidado pelo Banco Central.

A partir disso, é feita uma lista com todos os investidores e é divulgado o local onde o dinheiro será sacado. Estão cobertos: aplicações, saldo em conta bancária e rendimentos. A recomendação, portanto, é ter um capital abaixo desse valor para protegê-lo.

Com todas essas informações, você consegue evitar os riscos de investimento e proteger seu dinheiro. Como resultado, alcança seus objetivos, concretiza seus sonhos e tem mais tranquilidade financeira.

Fonte: Anbima

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