Raio X do Investidor Brasileiro

30/09/2020

Introdução

Investimento é um assunto cada vez mais presente na vida dos brasileiros, seja nas redes sociais, blogs, jornais, televisão e até nas conversas entre amigos e famílias. Para ajudar a entender o comportamento do brasileiro quando o assunto é finanças, a nossa tradicional pesquisa Raio X do Investidor Brasileiro chega a sua 3ª edição, trazendo dados de 2019.

O levantamento foi feito, com apoio do Datafolha, em novembro de 2019 com 3.433 pessoas em 149 municípios, que representam mais de 96 milhões de brasileiros. Todas a partir de 16 anos, pertencentes às classes A, B ou C e economicamente ativas (renda ou aposentadoria). Portanto, a pesquisa não reflete os impactos da pandemia de Covid-19 na população. Como já sabemos, a crise deixará o mundo e os brasileiros mais pobres, o que torna os temas poupança e investimento ainda mais relevantes e legitima as descobertas do estudo.

Quem são?

Menos da metade dos brasileiros (44%) tinha algum saldo aplicado em produtos de investimento em 2019. Ou seja, 42 milhões de pessoas tinham aplicações no ano passado. O percentual aponta crescimento na comparação com os dois anos anteriores da pesquisa, quando 42% aplicavam em produtos de investimento.

Mas, afinal, qual é o perfil do investidor brasileiro? Aqui vai a resposta: a maioria é do gênero masculino (53%), casado, pertencente à classe C e com renda média mensal de R$ 5,6 mil. Confira abaixo o raio X completo:

Investidor digital x analógico

O investidor brasileiro é tradicional. A grande maioria, 71%, vai até o banco para fazer suas aplicações. Na contramão, 49% optam pelo site ou aplicativo do banco ou da corretora. Os mais tradicionais, que chamamos de analógicos, costumam ser mais velhos – em média 47 anos –, da classe C, com renda familiar mensal em torno de R$ 4,4 mil. Os aposentados representam 22% deste grupo. Enquanto isso, aqueles que usam a internet para facilitar a vida financeira são os investidores digitais. Eles são mais jovens – em média 38 anos – e têm melhor poder aquisitivo: pertencem à classe B e têm renda média mensal de R$ 7,4 mil.

Onde investem

A poupança se mantém como o produto preferido dos investidores, mas vem perdendo participação: 84% deixaram os recursos na caderneta em 2019, enquanto 88% optaram pelo produto em 2018, uma queda de quatro pontos.

Na sequência, aparecem os fundos de investimento (6%), seguidos dos títulos privados (5%), dos planos de previdência (5%), títulos públicos (4%) e ações (3%). Este último, apesar de ser um dos produtos de investimento mais conhecidos pelos brasileiros – atrás apenas da caderneta de poupança –, ainda tem pouco apelo com os investidores.

Poupanceiros x outros investidores

Dentro do universo de investidores, há dois perfis distintos: aqueles que aplicam exclusivamente na poupança e os demais, que podem ou não ter dinheiro na caderneta, mas investem em outros produtos. Os poupanceiros estão proporcionalmente divididos entre homens e mulheres (50% em cada gênero), são da classe C (65%), têm ensino médio completo (48%) e renda familiar mensal de cerca de R$ 4,4 mil. Quando olhamos aqueles que investem em outros produtos, o perfil muda bastante. A maioria são homens (63%) das classes A ou B (72%), tem ensino superior completo (60%) e renda familiar mensal de cerca de R$ 9,4 mil.

Fonte: Anbima

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *