Piora da pandemia explica queda da indústria em fevereiro, diz IBGE

31/03/2021

A produção industrial recuou 0,7% em fevereiro, ante janeiro, interrompendo uma sequência de nove altas seguidas na comparação com o mês anterior

A piora da pandemia, o fim do auxílio emergencial, o mercado de trabalho e os preços em alta são fatores que ajudam a explicar a queda da indústria brasileira na passagem entre janeiro e fevereiro, ressalta o gerente da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), André Macedo, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“É um conjunto de fatores que explica não só o comportamento negativo desse mês, mas também nos meses anteriores, com taxas positivas, mas em magnitude menor. Em 2021, há recrudescimento da pandemia, que leva a restrições em algumas regiões do país, com dificuldades das cadeias produtivas. O auxílio emergencial também é um fator importante, já que é o segundo mês sem auxílio. E também um contingente importante fora do mercado de trabalho e o nível de preços está elevado”, aponta.

A produção industrial recuou 0,7% em fevereiro, ante janeiro, interrompendo uma sequência de nove altas seguidas na comparação com o mês anterior. É a maior queda para o mês de fevereiro desde 2016, quando recuou 1,3%. Apesar da queda de fevereiro, a indústria ainda se mantém acima de fevereiro de 2020, antes do início da pandemia, com patamar 2,8% superior.

O espalhamento das restrições em função da pandemia para mais regiões do país em março deve ter impacto na produção industrial do mês, diz André Macedo, embora não seja possível estimar qual será a magnitude dessa influência.

“Em janeiro e fevereiro o país tinha algumas localidades com dificuldades, como Amazonas. Em março, isso toma proporção maior, com restrição de mobilidade em grandes centros. É claro que isso nos leva a entendimento que traz algum tipo de perda da produção industrial, mas não se sabe o quanto vai afetar. E o auxílio emergencial começa a ser pago também só em abril e em valores menores”, afirma.

Fonte: Valor Investe

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