Investidores iniciantes têm perfil diferente dos experientes?

12/05/2021

Durante a pandemia de COVID-19, houve um aumento expressivo no número de investidores de varejo nos Estados Unidos e foi realizada uma pesquisa para entender esse público e suas motivações. Essa pesquisa mostrou um apetite considerável para o risco, aliado a pouco conhecimento financeiro – uma mistura potencialmente explosiva, 

 A pesquisa dividiu os investidores em Iniciantes, Estáveis e Experientes. Iniciantes são os que abriram a primeira conta investimento em 2020; Estáveis, aqueles que já possuíam conta investimento em 2020 e não abriram novas; e Experientes, os que mesmo já possuindo conta investimento, abriram novas. 

Resultados 

Foram encontradas diferenças importantes entre os 3 grupos, mas principalmente entre os novos investidores e os demais. 

A principal delas é que, para investir, pediram informações a familiares ou amigos, enquanto os Experientes fizeram pesquisas por conta própria e os Estáveis buscaram orientação profissional. Isso pode indicar que o investidor com mais experiência é capaz de perceber algo que o iniciante ainda não consegue: que investir depende de conhecimento especializado e que a fonte da informação, nesse caso, pode ser tão importante quanto a informação em si. 

Outro resultado importante é que boa parte dos Iniciantes (40%) e dos Estáveis (42%) assumiram correr riscos substanciais para receber retornos altos. Mais da metade dos investidores experientes (51%) demonstraram essa mesma propensão. 

Quanto ao conhecimento financeiro, os Iniciantes declararam ter menor conhecimento que os outros grupos, o que é consistente com sua falta de experiência (Experientes, por exemplo, declararam com mais frequência, quando comparados aos demais grupos, ter conhecimento alto). De fato, quando testados, os Experientes apresentaram maiores níveis de conhecimento financeiro, seguidos pelos Estáveis e os Iniciantes, porém o nível geral foi baixo para todos os grupos, e em particular para os novos investidores, mostrando que ainda não estão preparados para tomar decisões de investimento.  

É interessante observar, entretanto, que ao comparar os resultados subjetivos e objetivos não houve muita variação. Isso demonstra que, na maioria das vezes, os investidores predizem seu conhecimento relativo de forma correta. 

A alta propensão a assumir riscos quando conjugada com baixo conhecimento financeiro pode gerar problemas para os investidores; nesses casos, é ainda mais recomendável “investir” na própria educação financeira e se orientar com profissionais autorizados a atuarem no mercado. 

E você, investidor? Acha que seu apetite para o risco é compatível com seu grau de conhecimento financeiro? 

BY ALEXSANDER QUEIROZ SILVA
Fonte: Anbima

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