Fusões e aquisições batem recorde no Brasil entre janeiro e novembro de 2020, aponta PwC

11/01/2021

Segundo relatório da consultoria, foram feitas 638 transações no período, 42% acima da média dos últimos cinco anos

O número de fusões e aquisições no Brasil bateu novo recorde de janeiro a novembro de 2020, chegando a 909 transações, mostra levantamento da consultoria e auditoria PwC Brasil. No período, a quantidade de negócios fechados foi 42% superior à média do mesmo período dos últimos cinco anos (638 transações), com aumento de 14% em relação ao mesmo período do ano anterior (798 transações).

Somente no mês de novembro foram 107 fusões e aquisições, 19% a mais do que no mesmo período de 2019. A PwC afirma que o avanço no número de transações reforça a tendência de recuperação acelerada do mercado de fusões e aquisições, que foi fortemente afetado nos meses de abril e junho pela pandemia da covid-19.

Com demanda especialmente aquecida pela crise sanitária e trajetória anterior já ascendente, o setor de Tecnologia da Informação (TI) foi o líder da fusões e aquisições, com 394 operações no acumulado até novembro. Exemplos neste setor foram a aquisição da plataforma de serviços condominiais Sindiconet pela startup de aluguéis Quinto Andar e a disputada compra da Linx pela Stone.

Na sequência, vieram os setores de serviços auxiliares e de saúde. O setor de serviços públicos foi o quarto em número de transações e o financeiro foi o quinto.

Outra fator de destaque do período foi o aumento do interesse do investidor nacional, cujo número de aquisições e compras minoritárias ao longo desses onze meses chegou a 668 transações, 31% a mais do que de janeiro a novembro de 2019. Nos negócios anunciados, os investidores locais representaram 76% do total. E em 46% das transações que envolviam investidor estrangeiro, a origem era de apenas três países: Estados Unidos, Canadá e França.

Os investidores financeiros, os fundos de private equity, também se tornaram mais frequentes nessas transações, com aumento de 29% no número de operações quando comparado ao mesmo período de 2019, chegando a 260 negócios de janeiro a novembro do último ano. Ainda assim, os investidores financeiros nacionais também foram maioria. Se observado somente novembro, eles foram responsáveis por 65% das transações.

O único recuo observado pelo levantamento da PwC foi em privatizações e concessões. Essas operações caíram pela metade em comparação a janeiro a novembro de 2019, representando apenas 20 das transações ocorridas nesses 11 meses de 2020.

Fonte: Valor Investe

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