Economia e mercado: o que aconteceu em 2020 e o que esperar de 2021?

25/06/2021

O ano de 2020 foi bastante agitado, especialmente em relação à economia e ao mercado financeiro. Diante de um cenário desafiador, a informação se torna ainda mais importante e, por isso, é preciso saber o que esperar para esses próximos meses de 2021.

Dessa maneira, você poderá identificar as melhores oportunidades no ano e poderá, ainda, preparar suas finanças pessoais e os seus investimentos.

A seguir, conheça as condições e os aprendizados de 2020 e veja o que o aguarda! Vamos lá?

O que aconteceu na economia em 2020?

Considerando que o ano de 2020 foi atípico, especialmente em termos de crise econômica e investimentos, é preciso ter uma visão geral do que ele nos trouxe.

Então veja os principais acontecimentos na economia em 2020 e entenda melhor cada cenário!

Pandemia do novo Coronavírus

A principal causa das condições econômicas desafiadoras em 2020 foi a pandemia do novo Coronavírus. A emergência de saúde pública logo tomou proporções inéditas para o século e abalou todo o mercado no ano passado.

Diante da necessidade de manter o distanciamento social, surgiram alternativas  de quarentena e lockdown, diversas empresas tiveram que alterar seu modo de agir e muitas não resistiram às restrições impostas por essas novas regras. Você, por exemplo, certamente conhece alguém que teve problemas relacionados a essa situação, não é mesmo?

Em relação à população, muitas perderam o emprego e outras ficaram com parte da renda comprometida. Junto com a falta de reserva de emergência (dinheiro disponível para imprevistos) e de planejamento financeiro, diversos brasileiros passaram por dificuldades econômicas e recorreram ao auxílio emergencial.

Houve, ainda, mudanças no desempenho dos setores, de maneira geral. Empresas do ramo de saúde passaram a ter mais destaque e performance, bem como negócios ligados à tecnologia e ao e-commerce. No período, as compras online aumentaram de volume.

Para entender melhor os impactos da crise na economia, veja como fica o mercado financeiro diante da pandemia!

Baixas históricas da Selic

Ao pensar na relação entre economia e mercado em 2020, é importante também considerar o comportamento da taxa Selic.

Como forma de estímulo à economia, o Comitê de Política Monetária (Copom) realizou sucessivos cortes na taxa básica de juros. O resultado? O alcance da menor taxa de juros da história que chegou a 2,0% em agosto.

O ambiente de incerteza e baixa taxa de juros provocou uma grande realocação de recursos no mercado financeiro, conferindo maior atratividade para investimentos de renda variável em detrimento das aplicações mais conservadoras de renda fixa.

Ao final de 2020, a B3, que é a bolsa brasileira, somava 3 milhões de CPFs. Você, por exemplo, conhecer alguém que optou por iniciar seus investimentos na renda variável no ano passado. Esse movimento foi impulsionado justamente pela redução da Selic.

Oscilações na bolsa de valores

Apesar de a bolsa ter atraído a atenção de muita gente buscando investimentos para compor a carteira, ela não esteve imune aos impactos do mercado em 2020. Especialmente no começo da pandemia, as oscilações foram sentidas com intensidade.

No começo do ano a bolsa brasileira encarou seis circuit breakers – mecanismo operacional que interrompe a negociação de ativos em bolsa.devido a uma queda muito acentuada do Ibovespa Como consequência, a maioria dos ativos do índice sofreram grande desvalorização no período.

Perto do final do ano, após um período de grande volatilidade entre junho e outubro, houve uma recuperação, que pode ser percebida em relação ao índice Ibovespa. O indicador fechou o ano com 116 mil pontos, contra 73 mil pontos em março – marcado por interrupções nas negociações de ativos.

Novas soluções do mercado financeiro

O mercado de capitais não foi o único a passar por alterações e novidades em 2020. No penúltimo mês do ano surgiu uma nova forma de pagamento: o Pix. A proposta foi oferecer transferências digitais instantâneas e com menor custo.

Com a facilidade de digitalizar informações e favorecer o acompanhamento do histórico bancário, a forma de pagamento passou a ser adotada por milhões de pessoas. Em dezembro de 2020, o Pix já representava 30% das transações bancárias realizadas no país.

Quais foram os aprendizados do ano?

Diante de um ano em que as condições de economia e mercado foram tão intensas e voláteis é esperado que surjam lições. De fato, 2020 nos mostrou a importância de alguns hábitos e questões cotidianas.

Ele indicou, por exemplo, o quanto é necessário ter um planejamento e uma boa organização financeira pessoal. Assim, é possível manter as contas em dia e se preparar para caso surjam dificuldades.

Por falar nisso, manter uma reserva de emergência mostrou-se fundamental para superar uma crise. Seja ela de proporções mundiais ou pessoais — como a perda do emprego, é preciso estar preparado para imprevistos.

Portanto, uma das grandes lições consiste em estar preparado para diversos cenários, incluindo sobre o aspecto financeiro. Além do mais, o ano mostrou a importância de saber reconhecer e aproveitar eventuais oportunidades que aparecem quando o assunto é investimentos, mesmo em momentos de dificuldade.

O que esperar da economia em 2021?

Mesmo 2020 tendo sido um ano desafiador para a economia e para o mercado, há expectativas otimistas para 2021. Em especial, relacionadas à superação da crise do Coronavírus e à condução da retomada econômica.

Ao mesmo tempo, o cenário exige cautela. Afinal, ainda vivemos um período de pandemia, em um ambiente que segue sendo desafiador para pessoas e empresas.

Veja o que é possível esperar da economia em 2021 e descubra como se preparar para os desafios e oportunidades deste ano!

Recuperação da economia global

Globalmente, existe uma expectativa de que a economia voltará a crescer. Trata-se de uma combinação de fatores, como afrouxamento de regras de distanciamento social, a retomada de diversas empresas, os incentivos dos governos e a própria vacinação.

No Brasil, para 2021 a expectativa é por um Produto Interno Bruto (PIB) de 5,2%, contra uma queda de 4,1% ocorrida em 2020 – de acordo com o grupo Macro da ANBIMA.

Recomposição da Selic

A reaceleração da inflação, sobretudo no último trimestre de 2020, resultou em um IPCA acumulado de 4,52% no período, acima da meta prevista de 4,0%.  Desta forma, aumenta a possibilidade de que ocorra elevação gradual na taxa de juros ao longo de 2021, o que, em tese, dá mais atratividade aos investimentos mais conservadores de renda fixa, sobretudo nos investimentos referenciados em taxa de juros. O Grupo Macro prevê uma Taxa Selic de 6,50% no final de 2021.

Reformas econômicas.

Outra expectativa para o Brasil é a possível aprovação de reformas econômicas. Há, por exemplo, discussões no mercado sobre a necessidade de uma reforma tributária para melhorar o ambiente de negócios, a qual poderia causar impactos positivos na economia nacional.  Também se discute a reforma administrativa, o que contribuiria para maior equilíbrio nas contas públicas no médio e longo prazo.

Apesar de essa não ser uma projeção e sim uma expectativa, a conclusão de mudanças estruturais vem sendo aguardada há algum tempo. Portanto, é um assunto que os brasileiros devem considerar – e acompanhar ao longo do ano.

Independentemente do que acontecer em 2021, no entanto, não deixe de aproveitar este ano para aprender a cuidar cada vez melhor das suas finanças e começar a investir o seu dinheiro.

Com informação e educação financeira será muito mais fácil identificar oportunidades e ameaças e manter sua vida financeira mais tranquila em qualquer cenário!

BY ALEXSANDER QUEIROZ SILVA
Fonte: Como Investir

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