Desemprego deve continuar alto pela volta à força de trabalho, diz Goldman Sachs

29/06/2021

O mercado de trabalho brasileiro continua a registrar uma folga significativa e a taxa de desemprego do país deve seguir em dois dígitos por um longo período de tempo, comenta diretor do banco

O mercado de trabalho brasileiro continua a registrar uma folga significativa e a taxa de desemprego do país deve seguir em dois dígitos por um longo período de tempo diante do grande número de pessoas que ainda deve voltar à força de trabalho, sem a respectiva criação de vagas, comenta o diretor de pesquisa para América Latina do Goldman Sachs, Alberto Ramos.

A taxa de desemprego seria bem maior não fosse a queda na força de trabalho, indicador que no trimestre encerrado em abril ainda estava 4,8 pontos percentuais menor que o nível anterior à pandemia. “Se a taxa de participação tivesse se mantido constante, o desemprego estaria acima de 20%”, escreve em nota que comenta os resultados da Pnad Contínua, divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No trimestre móvel encerrado em abril, a taxa de desemprego repetiu o recorde histórico de 14,7% registrado no período até março, segundo o IBGE.

Ramos ainda chama atenção para o aumento do desalento, que chega a quase seis milhões de pessoas e para os 33,4 milhões que estão subutilizados, o equivalente a 18,4% de todas as pessoas com idade de trabalhar no país e 33% da força de trabalho. Subutilizado é a pessoa que trabalha menos horas do que gostaria ou que está desempregada.

BY ALEXSANDER QUEIROZ SILVA
Fonte: Valor Investe

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