Carta Aware | Maio 2021

DESTAQUES:

>> A inflação voltou ao centro das atenções em diversas regiões do mundo. Consequência da combinação de um brutal choque negativo de oferta (decorrente da pandemia de Covid-19) com um significativo impulso à demanda (decorrente das medidas implementadas para aliviar os impactos da pandemia nas economias). As preocupações com a inflação global e política monetária futura, entretanto, não foram suficientes para interromper a sequência de altas mensais na bolsa americana, com o índice S&P500 subindo 0,55% no mês, a quarta alta consecutiva mensal no ano.  

>> A economia americana segue em forte recuperação, apesar de o relatório de emprego (payroll) ter decepcionado: a economia americana registrou criação de empregos inferior a 300 mil, quando o mercado esperava um número próximo a 1 milhão de novos postos de trabalho.

>> O Ibovespa engatou o terceiro mês consecutivo de alta expressiva, com valorização de 6,2%, alcançando a máxima histórica de 126.216 pontos, frente a marca anterior de 125.323 atingida na primeira semana de 2021.

>> O dólar apresentou desvalorização de 4,26% no mês, devido ao maior apetite global por países emergentes exportadores de commodities, e já observamos algumas revisões nas projeções de câmbio para baixo à medida que os ruídos políticos arrefecem e os investidores globais voltam a olhar o país com bons olhos.

>> No Brasil, a atividade econômica em geral surpreendeu positivamente, levando analistas econômicos a elevarem suas projeções para o crescimento do PIB desse ano – a mediana na pesquisa FOCUS agora aponta para alta de quase 4% do PIB em 2021, ante 3.14% ao fim de abril.

A inflação, tanto a corrente quanto as expectativas, segue preocupando. As expectativas de inflação para 2021 continuam subindo, já que existe um consenso no mercado que os preços mais altos das commodities elevarão os preços ao consumidor durante a recuperação econômica, à medida que o processo de vacinação avança.

>> Para a bolsa, as ações brasileiras se beneficiam de diferentes drivers atualmente, como retomada da economia, juros ainda baixos (quando analisamos janelas temporais mais longas) e, principalmente, ciclo de alta das commodities ainda em curso e a perspectiva é a de que isso continue por mais, pelo menos, 6 meses.

>> A menor volatilidade cambial atrai os fluxos de investidores estrangeiros, já que o apetite por risco em ações é muito alto, devido as baixas taxas de juros globais. Outro fator que sustenta nossa visão construtiva para o mercado acionário brasileiro é que os valuations não se encontram esticados, ao contrário dos maiores mercados acionários globais, especialmente em setores ligados a commodities e finanças.

>> Nossa TOP PICKS foi alterada, com a entrada de Weg e Itausa e saída de Minerva Foods e Itaú Unibanco.

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