Atividade de serviços no Brasil tem maior alta mensal em mais de 8 anos em junho

05/07/2021

A IHS Markit, responsável pela divulgação dos dados, menciona que as empresas de serviços voltaram a contratar no mês passado, interrompendo uma sequência de seis resultados negativos, que apontavam redução no quadro de funcionários

O relaxamento de restrições relacionadas à pandemia e o avanço no ritmo de vacinação elevaram a demanda por serviços no Brasil em junho, segundo dados divulgados hoje pela IHS Markit. O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) do setor aumentou de 48,3 em maio para 53,9 no mês passado.

Números acima de 50 sinalizam expansão do nível de atividade, e esta foi a primeira vez que o indicador de serviços superou essa marca no ano, destaca a IHS Markit em relatório. A alta de 5,6 pontos na passagem mensal foi o maior ritmo de crescimento observado desde janeiro de 2013, ressalta a consultoria.

Segundo o levantamento, as empresas do setor registraram aumento relevante de novos pedidos e contrataram mão de obra adicional. Foi o segundo mês consecutivo em que as companhias reportaram alta nos pedidos, tendência que, para os empresários, está relacionada ao relaxamento de medidas restritivas à circulação e à maior abrangência do processo de imunização.

Em linha com o aquecimento da demanda, a IHS Markit menciona que as empresas de serviços voltaram a contratar no mês passado, interrompendo uma sequência de seis resultados negativos, que apontavam redução no quadro de funcionários. O otimismo do empresariado também subiu e o nível de confiança do segmento foi o maior apurado em seis meses, observa a consultoria.

Pollyana de Lima, economista da IHS Markit, afirma que os empresários estão mais confiantes em relação à recuperação da atividade do setor, mas permanecem cautelosos em suas projeções de crescimento. “Algumas empresas esperam que com mais pessoas vacinadas, a pandemia vai retroceder e as restrições serão totalmente levantadas”, comentou.

Do lado negativo, a pesquisa mostrou que a pressão de custos no setor se intensificou no período, com ganho de ritmo em relação a maio. Parte do aumento foi repassado aos preços finais, afirma a IHS Martkit, que aponta a inflação de custos do segmento apurada em junho como a terceira maior da série histórica do PMI, atrás somente das taxas observadas em setembro e outubro de 2015.

A consultoria também divulgou hoje o PMI composto da indústria e dos serviços, que subiu de 49,2 para 54,6 entre maio e junho. Publicado na semana passada, o PMI industrial do Brasil avançou de 53,7 para 56,4 na passagem mensal.

BY ALEXSANDER QUEIROZ SILVA
Fonte: Valor Investe

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