44% das operações na última semana no Pix foram de pessoa para pessoa

15/12/2020

Outros 11% são de empresas para pessoas, e 6% de pessoas para empresas

As transações de pessoa física para pessoa física foram responsáveis por quase metade do volume financeiro das operações via Pix dos últimos sete dias, afirmou nesta quarta-feira o chefe do departamento de competição e de estrutura do mercado financeiro do Banco Central (BC), Ângelo Duarte. Ao todo, essas operações somaram 44% do volume financeiro total na última semana, seguidas pelas transações de empresas para empresas (39%). Outros 11% são de empresas para pessoas, e 6% de pessoas para empresas.

Em termos de número de operações, as transação entre pessoas foram 84%; entre empresas, 3%; de pessoas para empresas, 6%; e de empresas para pessoas, 7%.

O sistema de pagamentos instantâneos completou um mês de funcionamento pleno nesta quarta-feira. Nesse período, foram realizadas 92,5 milhões de transações, que somaram R$ 83,4 bilhões.

Até terça-feira, 116 milhões de chaves estavam registradas, “um número muito expressivo”, segundo Duarte. São 46,4 milhões de chaves nas mãos de pessoas físicas e três milhões nas mãos de empresas.

“O número de empresas é muito expressivo”, disse, destacando que o BC espera que a adesão de pessoas jurídicas seja um pouco mais lenta do que a de pessoas físicas. Segundo ele, novas funcionalidades do sistema devem aumentar o número de empresas.

No primeiro mês, o tíquete médio das operações ficou em R$ 896, sendo R$ 496 no caso das transações de pessoas físicas para pessoas físicas e R$ 14.686 de empresas para empresas.

Duarte também destacou que cresce “a cada dia” o volume de operações via Pix em relação a às transações por TED e DOC.

Índice de rejeição

O índice de rejeição das operações do Pix com chave está em 0,5%, afirmou nesta quarta-feira o diretor de organização do sistema financeiro e resolução do Banco Central (BC), João Manoel Pinho de Mello. As transações rejeitadas são aquelas que não foram concretizadas por algum motivo, como uma informação inserida errada.

No caso das TEDs, esse índice está entre 4% e 5%. Nas operações via Pix sem chave, estão 9,8%.

Pinho de Mello destacou que as chaves facilitam as transações e que o uso delas “está aumentando”, ficando em torno de 75% das transações via Pix nos últimos dias.

Fonte: Valor Investe

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